Imagine o seguinte cenário: sua amiga aos poucos ficou com dificuldade para enxergar, principalmente na visão periferica. Ela diz que parece que está sempre dentro de um túnel. Ela foi no oftalmologista, fez todos os exames adequados e o médico pediu uma tomografia do crânio. O exame volta com o resultado de um tumor crescendo na glândula hipofisaria.

Essa não é uma história totalmente inventada. Muitas vezes os pacientes chegam até nós com esses mesmos relatos. E esses são tumores que na maioria das vezes tem comportamentos benignos! A outra boa notícia é que a maioria deles são tumores que respondem bem a um remédio amplamente disponível.

Apesar disso, alguns deles não respondem aos tratamentos medicamentos e a cirurgia se torna um terapia mais interessante.

Abordar as lesões no nosso cérebro por meio de técnicas minimamente invasivas sempre foi um objetivo dos neurocirurgiões em todo o mundo. Uma dessas técnicas é a cirurgia endoscópica transnasal transesfenoidal. Nela nós usamos câmeras e instrumentos específicas pelas narinas para abordar as lesões localizadas, principalmente, na glândula hipófise. Com essas câmeras nós vamos no fundo do nariz e conseguimos abrir uma janela no osso que permite o acesso ao cérebro sem precisar de grandes incisões.

Muitas vezes nós combinamos a nossa experiência como neurocirurgiões com as técnicas dos colegas otorrinolaringologistas e juntamente operamos os pacientes por essa via transnasal.

Essa foi uma técnica revolucionária na cirurgia dos tumores hipofisários. Mas é bem verdade que a viabilidade da técnica deve ser avaliada pelo time de profissionais com experiência nesse tipo de técnica.

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